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Estimulações visuais no Bom pra Cuca? Espia o novo post....

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E este foi mais um post feito com todo o carinho para o Blog da Mãe Coruja....

Espia....

 

 

"Dando alguns sentidos…aos sentidos

 

E aqui estamos nós novamente.

Continuando o nosso trabalho de explorar o vasto mundo cognitivo dos nossos pequenos, a idéia é darmos uma espiada, levantarmos as nossas orelhas, sentirmos o gostinho e cheirinho (entre outros mais) dos milagres que as sensações são capazes de fazer em nossos cérebros.

Certamente não temos como explorar todos os sentidos em detalhes, mas vamos pegar algumas amostras grátis para você poder explorar eles por aí com os seus pequenos.

 

Começando pela audição, já dentro daquele mar intra-uterino, os pequenos são capazes de capitar sons da voz humana e isso é tão marcante em nossos cérebros, que aquela mexida que eles dão na barriga quando chegam os conhecidos vai mais ou menos por aí. 

Mas discriminamos pouco as freqüências sonoras até os cinco meses pós nascimento. É incrível como eles conseguem dormir no meio de uma balada! E esse exercício para escutar bem é tão árduo que vamos ter uma audição semelhante à do adulto (enquanto maturação fisiológica) lá pelos 10 anos de idade. 

E o papel dos pais na “orelha" dos filhos até lá? Cuidem do ambiente, ajudem eles a discriminar os sons que devem ressaltar e prestar atenção ao que ouvem e tudo o mais!

 

E o toque…ah, o toque faz mágica na emoção e cognição! Pode-se dizer que o tato é o sentido que está mais desenvolvido ao nascer, mesmo que ainda impreciso. Pela ausência do bom desenvolvimento dos demais, ele norteia muito o mundo para os bebês. Um colo às vezes acalma o que a sua voz não foi capaz de acalmar.

Um banho de estimulação tátil com imensa repercussão cerebral é a passagem pelo canal de parto. Isso, junto com a estimulação motora que aquelas manobras espremidinhas fazem é quase tudo que o cérebro quer naquele momento. E calma, se o seu parto e do seu pequeno não foram normais, houveram formas de compensação….

O tato, junto com a boca, começa a dar forma no que tem no mundo. Sabe aquela coisa de eles põem tudo na boca, pois é, tem função!

 

E o gosto das coisas?! Ai quantas e quantas memórias isso traz. Já colocamos o paladar para ser treinado deste o momento em que ficamos engolindo líquido amniótico na barriga para aprimorar a sucção. E, somando-se a isso os gostos que vêm no leite materno, criamos várias marcas associadas à predileção pelos alimentos consumidos por nossas mães.

Então temos que considerar que ao variarmos o nosso menu materno, garantimos a passagem de sabores diferentes para os pequenos e, de quebra, ensinamos eles a variarem também. 

E outra coisa é que nascemos com a capacidade de detectar os sabores básicos de fábrica e modulamos o nosso paladar pela exposição. Ou seja, quanto mais açúcar, sódio, flavorizante os pequenos (e grandes) receberem, mais o paladar deles vai precisar disso para ser estimulado. Pense nisso… 

 

E assim como o gosto, o cheiro das coisas nos faz viajar! E a semelhança entre paladar e olfato não é mera coincidência. Ambos dependem da estimulação química das substâncias e são fundamentais para a nossa sobrevivência. Recém-nascido tem que detectar leite! Portanto o olfato nessa fase é bem sensível e todas nós lembramos do quanto perfume não combina com visita à bebê pequeno, não é?

 

E para nos limitarmos ao mínimo das sensações, chegamos finalmente à visão. Ela tem um pedaço do cérebro só para ela, o que nos faz pensar o quanto ela é importante. Mas nos primeiros 2, 3 meses dos pequenos não somo muito mais do que borrões para eles. 

Mas para eles terem uma visão mais acurada lá pelos seis meses, ficam olhando para todos os lados, filmando tudo. Assim eles treinam! Mas se prestarmos atenção, eles ainda não coordenam muito bem a profundidade das coisas; a mão parece varar a posição dos objetos. 

Isso aprimora entre 7 e 12 meses, muito coordenado com o comportamento motor de engatinhar e andar.

 

E agora que já sabemos dos sentidos, temos que dar um sentido para o que vem das sensações. E eis uma outra capacidade: a percepção.

É aí que somos capazes de interpretar o que chegou em nossos cérebros. Damos um sentido, um significado às sensações. 

Conforme formos sentindo e percebendo o mundo, criamos a nossa biblioteca de memórias. No começo são muito sensoriais, mas logo, logo se associam e permite que tenhamos cada vez mais repertório para perceber o mundo.

 

E será que lembramos de dar os espaços para eles sentirem e perceberem as coisas? 

Claro que o nosso super mundo moderno e tecnológico é incrível. Mas movimentos sociais e de pais inspiradores retomam a ideia de que aquele bom e velho brincar de rolar na grama, tomar banho de chuva, ajudar na cozinhar e sentir os cheiros, pular e fazer bolo de lama, são o que de fato ensinaram nossos super-cérebros até hoje.

 

 

Um forte abraço - cheio de estimulações táteis - para vocês!

 S2...S2....S2....S2.....S2..................................

 

 

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